A regularização documental de um veículo é uma das principais obrigações de qualquer proprietário no Brasil. No entanto, siglas como CRV e CRLV frequentemente geram confusão. Embora ambos sejam essenciais para o histórico do automóvel perante os órgãos de trânsito, cada um desempenha uma função jurídica e administrativa distinta, especialmente após a digitalização dos processos pelo Contran.
O que é o CRV e para que serve?
O Certificado de Registro de Veículo (CRV) funciona como a certidão de nascimento do automóvel. Trata-se do documento que contém todas as características físicas do veículo, como cor, modelo, ano e número do chassi. Sua principal utilidade ocorre no momento da venda: o CRV é o instrumento jurídico utilizado para a transferência de propriedade.
Antigamente conhecido como DUT (Documento Único de Transferência), o CRV não possui prazo de validade. Ele só precisa ser atualizado caso o veículo mude de dono, o proprietário mude de município de residência ou ocorra alguma alteração significativa nas características do carro.
As funções do CRLV no dia a dia
Diferente do anterior, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é o documento de porte obrigatório. Ele comprova que o veículo está em dia com as taxas anuais, como IPVA, licenciamento e multas. É este documento que as autoridades conferem durante blitze e fiscalizações de rotina.
Diferente do CRV, o CRLV tem validade anual. Para que o documento do ano vigente seja emitido, o proprietário deve quitar todos os débitos tributários e encargos pendentes.
Principais diferenças e a digitalização
- Finalidade: O CRV é focado na propriedade; o CRLV foca na circulação.
- Periodicidade: O CRV é vitalício (até a próxima venda); o CRLV deve ser renovado anualmente.
- Obrigatoriedade: Somente o CRLV é exigido durante a condução do veículo.
Desde 2021, com o advento do CRLV-e, os dois documentos foram unificados em um formato digital. Agora, ao realizar o licenciamento anual, o condutor recebe o documento consolidado através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), eliminando a necessidade do antigo papel moeda verde.





