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Fim da baliza na CNH: nove estados brasileiros já adotam novo modelo de exame prático

A tradicional prova de baliza, um dos momentos de maior tensão para quem busca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), está passando por uma transformação profunda no Brasil. Atualmente, nove unidades da federação já implementaram mudanças ou eliminaram o teste com estacas, priorizando uma avaliação prática realizada diretamente em vias públicas.

Mudança nas regras do Contran

A flexibilização é amparada por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O dispositivo legal permite que os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) substituam o cercado de balizas fixas pela manobra de estacionamento em condições reais de tráfego. O objetivo principal da medida é deslocar o foco da memorização de pontos de referência para a análise do comportamento do condutor e sua capacidade de garantir a segurança no fluxo urbano.

Foco na segurança e na realidade do trânsito

Especialistas e gestores do setor argumentam que o modelo antigo, focado em balizas delimitadas por estacas em circuitos fechados, nem sempre reflete a habilidade necessária para o dia a dia. Com a nova abordagem, os examinadores podem observar variáveis críticas, como:

  • Uso correto de sinalização e retrovisores em ambiente real;
  • Respeito à preferência de pedestres e ciclistas;
  • Controle emocional e domínio do veículo perante outros motoristas;
  • Capacidade de estacionar entre veículos reais de forma segura.

Impacto nos estados

Até o momento, o movimento de extinção do teste convencional ganha tração em diferentes regiões do país. Os Detrans que adotaram a mudança relatam que o novo formato humaniza o processo de habilitação e prepara melhor o novo motorista para os desafios da mobilidade urbana contemporânea. A tendência é que outros estados sigam o exemplo, revisando seus editais e procedimentos de avaliação para se adequarem às diretrizes de modernização do Contran.

Apesar da mudança na forma de avaliação, os critérios de pontuação e as faltas eliminatórias continuam rigorosos, garantindo que apenas condutores tecnicamente aptos recebam o direito de dirigir nas estradas e cidades brasileiras.

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