Blog

Uso do pisca-alerta em situações de emergência pode se tornar regra no Código de Trânsito

A legislação brasileira de trânsito pode passar por uma atualização importante no que diz respeito à segurança viária. A Câmara dos Deputados iniciou a análise do Projeto de Lei 340/2026, que propõe uma definição mais clara para o uso do pisca-alerta. A proposta, de autoria do deputado Bruno Ganem (Pode/SP), visa regulamentar a sinalização como um aviso formal de perigo imediato ou imprevisto na via.

O que muda com a nova proposta?

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece diretrizes específicas para o uso das luzes de emergência. O novo texto busca expandir essas possibilidades, permitindo que o condutor utilize o dispositivo para alertar outros motoristas sobre situações de risco agudo que não estejam necessariamente ligadas a paradas ou imobilizações do veículo.

De acordo com o projeto, a medida tem como principais objetivos:

  • Aumentar a visibilidade de situações críticas de tráfego;
  • Prevenir engavetamentos em casos de frenagens bruscas;
  • Reduzir o risco de acidentes em vias de alta velocidade;
  • Padronizar a comunicação visual entre condutores em todo o país.

Tramitação e Segurança Viária

A proposta surge no contexto de modernização das normas de segurança, buscando reduzir as ambiguidades que muitas vezes cercam o comportamento dos motoristas brasileiros. O autor do projeto defende que o pisca-alerta é uma ferramenta intuitiva de comunicação e que sua formalização como sinal de perigo ajuda a criar um ambiente mais previsível e seguro nas estradas e perímetros urbanos.

O projeto seguirá para análise das comissões temáticas da Câmara, onde serão avaliados os impactos jurídicos e técnicos na mobilidade nacional. Se aprovada, a alteração no CTB obrigará os centros de formação de condutores a atualizarem seus manuais de instrução, garantindo que os novos motoristas já compreendam a sinalização dentro do novo escopo legal.

Está gostando do conteúdo? Compartilhe!