A circulação de motocicletas entre veículos, popularmente conhecida como “corredor de moto”, é uma cena constante nos congestionamentos urbanos do Brasil. No entanto, embora a prática seja comum, pairam dúvidas sobre sua legalidade e os riscos envolvidos. Segundo especialistas, a segurança no corredor depende menos da legislação e mais da conduta prudente do motociclista.
Afinal, a lei proíbe o corredor de moto?
Diferente do que muitos motoristas imaginam, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíbe de forma explícita o tráfego de motos entre carros. A própria Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) admite a prática em seus materiais educativos, desde que princípios de segurança sejam mantidos. O fator determinante para a legalidade não é a posição da moto, mas sim como a manobra é executada.
Entretanto, o comportamento inapropriado pode gerar multas. O artigo 192 do CTB classifica como infração grave a falta de distância de segurança lateral e frontal. Isso significa que o corredor se torna proibido e passível de penalidade quando o motociclista:
- Passa excessivamente próximo aos retrovisores;
- Força passagem em espaços reduzidos;
- Trafega sem margem de manobra para escape;
- Continua no corredor enquanto os demais carros ganham velocidade.
Segurança viária e riscos de sinistros
A discussão técnica vai além do texto legal. Para Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o corredor demanda um nível de responsabilidade extremo, já que motociclistas compõem o grupo mais vulnerável em acidentes. “A margem de erro é praticamente zero. Qualquer decisão equivocada vira sinistro de trânsito”, alerta Mariano, destacando que a banalização da prática eleva os riscos, especialmente quando motivada por pressa.
Se por um lado o corredor auxilia na fluidez do tráfego urbano, por outro, potencializa colisões laterais e quedas, muitas vezes causadas porque motoristas de carros não preveem a passagem rápida das motos durante mudanças de faixa.
Fatores de atenção para o motociclista
Para minimizar os perigos, o condutor deve avaliar constantemente variáveis como a velocidade do trânsito — quanto mais rápido, menor deve ser o uso do corredor —, o espaço entre os carros e a visibilidade. É necessário prever a abertura de portas e estar atento ao comportamento coletivo dos demais motoristas.
Celso Mariano resume que, no trânsito, estar dentro da lei não basta: “É preciso agir de forma segura. A diferença entre uma condução adequada e um acidente pode ser questão de centímetros”. A convivência pacífica depende também de motoristas de carros, que devem sinalizar mudanças e evitar manobras bruscas.
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